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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quem sabe faz a hora não espera acontecer


"Many people do not know what they want.But if they have a dream, must have courage and move on." Harry Judd

                Sei que não sou um livro em branco. Na verdade, ninguém é. Todos têm um longo passado, todos têm uma trajetória prévia traçada. Nosso passado está escrito a caneta, assim como os erros que cometemos tempos atrás, mas nosso futuro tem seu esqueleto escrito a lápis, mudando de acordo com nossas escolhas presentes. Mas a maioria das pessoas esquece, ou finge esquecer disso.
             Não é preciso que acredite em reencarnação como eu - cada um com suas crenças – mas todos sabemos que as consequências existem e elas vêm com as diretrizes que damos ao nosso caminho. Eu erro, meus parentes erram, meus amigos erram, todos erram alguma vez, seja por ignorância ou por escolha. O importante é pegar aquele erro, aprender com ele e da próxima vez, acertar. Não existe um manual do que é certo e errado detalhadamente escrito. Para mim, o certo é não prejudicar ninguém nem a si mesmo. E pra mim, isso está acima de qualquer religião, qualquer credo. Mas, construir planos nessa vida material seguindo esse raciocínio é muito difícil, falo por experiência própria.
                As vezes, eu tenho medo. Medo dos planos que eu faço. Medo que eu esteja construindo-os em cima de uma ilusão, de algo que no futuro possa se mostrar não tão brilhante como tenho em minha atual perspectiva. As vezes é muito difícil voltar a pisar na realidade. Choques de realidade acontecem... E costumam deixar vazios. Ontem eu tive um desses, minhas duas colegas do curso já estão agindo, uma já conseguiu um estágio remunerado (não na nossa área, mas na do técnico dela) e a outra já tá fazendo entrevista de bolsa (também remunerada).
                Eu fiquei muito feliz por elas mesmo, tipo, onde elas vão atuar não são temas (se posso chamar de temas...) que não chamam minha atenção, a de química, dá pra ver a paixão que ela tem pela matéria, mesmo ela falando que não foi feita pra trabalhar em um local daqueles onde é todo mundo... Como posso dizer... Desligado em relação a imagem de apresentação. E a da bolsa, eu tenho certeza que ela vai conseguir, ela é muito centrada nas metas dela e eu acho isso admirável, sem contar que ela vai utilizar dos conhecimentos que ela tem de informática (ela disse que não lembra de nada, mas acho que ela dá conta). Só que aí eu caí na real: e eu, o que eu tô fazendo? Tá, o inglês não conta. Aí eu parei pra pensar... O que eu quero fazer?
                Já faz algum tempo que eu venho me interessando por moda, mas desde pequena eu gostei de desenhar roupas, fazer roupas na costureira com desenhos que eu fazia (eram simples, mas meus desenhos). Eu estou com a ideia fixa de fazer um curso de capacitação de corte e costura desde o final do ano passado. Outro dia, minha mãe me contou quando eu era pequena eu queria aprender a costurar. E outro dia eu acordei com uma música antiiiiga, que eu não ouço a uns 378437747834 anos, na cabeça. Na verdade não foi a música, foi só um trecho dela: “ Vem vamos embora/esperar não é saber/ quem sabe faz a hora/ não espera acontecer.”. E ontem eu entendi o significado disso. Lógico que vou ter que esperar as inscrições pro senac/senai... E também esperar a boa vontade de meu pai de pagar pra mim.
                Lógico que eu também quero uma bolsa de pesquisa científica na minha área. Na verdade, tem outra pessoa que eu admiro demais na minha sala, ele tem 3 empregos, tá fazendo o curso lá com a gente na federal ( é a 3ª faculdade dele), faz mestrado e ainda nos finais de semana ele faz dança. Tipo O.O né! Pegarei de exemplo as meninas e ele, e vou correr atrás, talvez pra mim chegue um pouco mais tarde, mas vai chegar se eu correr atrás e aproveitar as oportunidades.


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