"Many people do not know what they want.But if they have a dream, must have courage and move on." Harry Judd
Sei que não sou um livro em
branco. Na verdade, ninguém é. Todos têm um longo passado, todos têm uma
trajetória prévia traçada. Nosso passado está escrito a caneta, assim como os
erros que cometemos tempos atrás, mas nosso futuro tem seu esqueleto escrito a
lápis, mudando de acordo com nossas escolhas presentes. Mas a maioria das
pessoas esquece, ou finge esquecer disso.
Não
é preciso que acredite em reencarnação como eu - cada um com suas crenças – mas
todos sabemos que as consequências existem e elas vêm com as diretrizes que
damos ao nosso caminho. Eu erro, meus parentes erram, meus amigos erram, todos
erram alguma vez, seja por ignorância ou por escolha. O importante é pegar
aquele erro, aprender com ele e da próxima vez, acertar. Não existe um manual
do que é certo e errado detalhadamente escrito. Para mim, o certo é não prejudicar ninguém nem a si mesmo. E pra
mim, isso está acima de qualquer religião, qualquer credo. Mas, construir
planos nessa vida material seguindo esse raciocínio é muito difícil, falo por
experiência própria.
As
vezes, eu tenho medo. Medo dos planos que eu faço. Medo que eu esteja construindo-os
em cima de uma ilusão, de algo que no futuro possa se mostrar não tão brilhante
como tenho em minha atual perspectiva. As vezes é muito difícil voltar a pisar
na realidade. Choques de realidade acontecem... E costumam deixar vazios. Ontem
eu tive um desses, minhas duas colegas do curso já estão agindo, uma já
conseguiu um estágio remunerado (não na nossa área, mas na do técnico dela) e a
outra já tá fazendo entrevista de bolsa (também remunerada).
Eu
fiquei muito feliz por elas mesmo, tipo, onde elas vão atuar não são temas (se
posso chamar de temas...) que não chamam minha atenção, a de química, dá pra
ver a paixão que ela tem pela matéria, mesmo ela falando que não foi feita pra
trabalhar em um local daqueles onde é todo mundo... Como posso dizer... Desligado
em relação a imagem de apresentação. E a da bolsa, eu tenho certeza que ela vai
conseguir, ela é muito centrada nas metas dela e eu acho isso admirável, sem
contar que ela vai utilizar dos conhecimentos que ela tem de informática (ela
disse que não lembra de nada, mas acho que ela dá conta). Só que aí eu caí na
real: e eu, o que eu tô fazendo? Tá, o inglês não conta. Aí eu parei pra
pensar... O que eu quero fazer?
Já
faz algum tempo que eu venho me interessando por moda, mas desde pequena eu
gostei de desenhar roupas, fazer roupas na costureira com desenhos que eu fazia
(eram simples, mas meus desenhos). Eu estou com a ideia fixa de fazer um curso
de capacitação de corte e costura desde o final do ano passado. Outro dia,
minha mãe me contou quando eu era pequena eu queria aprender a costurar. E
outro dia eu acordei com uma música antiiiiga, que eu não ouço a uns
378437747834 anos, na cabeça. Na verdade não foi a música, foi só um trecho
dela: “ Vem vamos embora/esperar não é saber/ quem sabe faz a hora/ não espera
acontecer.”. E ontem eu entendi o significado disso. Lógico que vou ter que
esperar as inscrições pro senac/senai... E também esperar a boa vontade de meu
pai de pagar pra mim.
Lógico
que eu também quero uma bolsa de pesquisa científica na minha área. Na verdade,
tem outra pessoa que eu admiro demais na minha sala, ele tem 3 empregos, tá
fazendo o curso lá com a gente na federal ( é a 3ª faculdade dele), faz mestrado
e ainda nos finais de semana ele faz dança. Tipo O.O né! Pegarei de exemplo as
meninas e ele, e vou correr atrás, talvez pra mim chegue um pouco mais tarde,
mas vai chegar se eu correr atrás e aproveitar as oportunidades.
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